Um conforto, um colo, um regaço...
Queria poder descer do salto, sair da defensiva nem que fosse por dois minutos.
Não quero ser sempre a errada, não tenho toda essa força que talvez aparente, eu nem sou corajosa...
A noite fecho bem os meus olhos numa tentativa de fugir dos meus medos, como uma criança tola que pensa que cubrindo-se até a cabeça não será vista por ninguém.
Procuro uma nova rota fuga, uma saída de emergência... pra fugir de dentro de mim quando a coisa ficar preta.
A cada novo dia sinto que os meus pontos de apoio estão mais escassos. Como se eu tivesse perdido o direito de ter desconto, de por a culpa em qualquer outra coisa que não seja em mim...
Limpo o rosto borrado, percebo que foi impossível segurar as lágrimas.
Só resta colocar a cabeça no travesseiro e esperar amanhecer mais um dia,
onde eu vou vestir meu falso escudo,
sem ainda ter encontrado um conforto, um colo ou um regaço.
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